quinta-feira, 14 de abril de 2011

Quem vai ser o líder da matilha?

Em seu livro, o ‘Dr. Pet’ Alexandre Rossi explica itens interessantes para entender sobre o adestramento de cães. Primeiramente, o autor deixa bem claro que, para o cão, somos vistos como cães também e, sendo assim, a família em que ele vive é semelhante à sua matilha. Porém, além de companheiros e protetores, eles são animais predadores e possuem uma complexa organização social.

Partindo da premissa ‘óbvia’ que “cão não é gente”, para um bom adestramento o primeiro passo indicado pelo Dr. Pet é evitar os desentendimentos de linguagens, durante o relacionamento humano-canino. Assim, é importante ter a consciência de que não devemos querer que os cães queiram o que queremos, nem sintam como nós sentimos e, muito pior ainda, que pensem como pensamos.

Ao rosnar, quando você põe comida, por exemplo, não significa ingratidão, necessariamente. Os valores deles são diferentes dos nossos valores. É somente a partir do conhecimento sobre o comportamento que percebemos os erros comuns ao educar um cachorrinho. Como “líder da matilha”, você deve impor respeito, primeiramente a partir de suas próprias atitudes, utilizando da agressão física, mesmo que leve, somente em últimos – acrescento “dos últimos” – dos casos.

Não se deve deixar o cão entender que seja ele o líder da matilha – aliás, esse alerta também é feito pelo Cesar Milan, ‘o Encantador de Cães’. Para que você se mantenha em seu lugar (líder) e ele no dele (cão), é importante, por exemplo, fazer o seu bichinho merecer o que quer, pedindo para executar algum comando antes de receber a comida ou sair para passear.

Ensinar o animal sem gritar e nem bater também é muito importante, porque, desta forma, você não desenvolve uma cultura agressiva. Outro ponto importante é nunca deixar que ele ganhe uma disputa física. Não deixe que ele morda as pessoas, nem por brincadeira. Elogie a submissão dele e não enforque ao querer ensiná-lo. São coisas simples, mas que fazem grande diferença na sua relação de amizade com o seu cãozinho. Fica, também, como dica de leitura, o livro de Alexandre Rossi (Adestramento Inteligente), que emprestei de um amigo. Vale a pena!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Os sharpei são “do barulho”


Na edição de hoje, o meu destaque são os sharpei, raça que existe há muito tempo, mas muito tempo, mesmo! Surgiu em uma reunião do Sul do Mar da China, provavelmente na cidade ‘Dah LeT’, numa província denominada Kwun Tung. O nome sharpei deriva da sua pelagem áspera e eriçada. Shar pei, em chinês, quer dizer “pele de tubarão” ou “lixa”. Os ancestrais dos sharpei são incertos, mas acredita-se que eles tenham os chow-chow como descendentes.

Guardião dos templos, cão de combate, caçador de javalis, o sharpei também era utilizado para vigiar rebanhos. Seu futuro, por muitas vezes, esteve ameaçado. Em 1947, os cães foram proibidos na China, mas em 1970 foram exportadas algumas espécimes de Hong Kong para os Estados Unidos, e criadores americanos assumiram o compromisso com a raça. Por volta de 1980, o Shar Pei chegou à Europa. O sharpei é um ótimo cão de companhia.

De temperamento dominador, ele geralmente é agressivo com seus Congêneres. Mas é equilibrado, calmo e afetuoso com seu dono. Ele gosta de crianças. Sua educação deve ser firme, mas suave – eles podem dizer o que a gente conhece como ‘pavio curto’. É um cão muito limpo que com apenas uma escovada semanal é suficiente. As dobras das peles requerem cuidados especiais. E seu tamanho padrão é entre 40 a 51 centímetros e pesa cerca de 20 quilos.

Onde eu trabalho tem uma sharpei “do barulho” – esta gíria é dos anos 1980, hein?! A danadinha é muito linda e – juro! – desde a hora que entra até o término do banho e da tosa, é uma sinfonia total com seu latido. Todos sabem que a Olívia esta lá. E o engraçado que o dono dela disse que ela é quietinha na casa dela. Só na casa dela. Essa Olivia...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Vira-lata

Raça indefinida, aparência exclusiva e fácil de conseguir, sem gastar nenhum tostão, quando não, ajudando ainda a tirar um cachorrinho abandonado das ruas. É essa a dimensão da relação com um vira-lata, chamado de “cães sem raça definida”. Eu, sinceramente, prefiro o termo vira-lata, não acho pejorativo, como dizem. Vira-lata, para mim, é sinônimo de uma relação linda e duradoura.

Eles são, também, muito resistentes, tem uma saúde de ferro! Embora, claro, como qualquer outro cão, necessitam de cuidados, proteção e carinho. Às vezes, por não “gerarem valor agregado” – não gosto deste termo –, os vira-latas sofrem com o desprezo de criadoras e consumidores de animais de estimação, por isso acho importantes campanhas que incentivam a adoção dos vira-latas. Tenho reparado nas ruas muitas pessoas com vira-latas. Fico muito contente, porque tem muita gente que sabe seu papel na sociedade e adota estes cães.

A veterinária Andréa Acauí, organizadora de feiras de adoção, concorda que ter um vira-lata hoje tornou-se “cult” – está aí, outro termo que não gosto –, mas apenas entre quem é “politicamente instruídos”. “Quem procura por um vira-lata é o pessoal descolado mesmo. Isso não depende de condições financeiras. Na feira de adoção, as pessoas mais pobres geralmente querem bichos de raça”, conta. O lado bom dessa “moda”, segundo ela, é que incentiva as pessoas a tirarem os animais das ruas. E com uma vantagem: os cães adotados de entidades protetoras já vêm vacinados, vermifugados e castrados.

“Não é bom pegar animais diretamente da rua, pois podem transmitir doenças ao dono e a outros cães da casa. E ao levar um cão de rua para casa é importante lembrar que ele precisa manter uma vida social. Deixá-lo confinado também configura maus-tratos", afirma. Para adotar um vira lata, é sempre bom entrar contato com as entidades locais, com ativistas ou, simplesmente, ficar atento na página Vida de Estimação, que publica semanalmente cães para adoção.

Ah, não poderia deixar de dizer do meu vira-lata preferido – não, não é o meu namorado, não! É o meu querido Baby! Adotei ele na praça há muito tempo e, acredito, ele deve ter 11 anos e está lindo forte e querido. Como costume sempre falar das raças, não poderia deixar de citar a raça mais democrática que existe. Então, um brinde a todos os vira-latas do mundo!

terça-feira, 29 de março de 2011

Cão Crista Chinês


Este cão tem sua origem muito antiga, existindo por mais de 500 anos.Acredita-se que desecendam de cães africanos sem pelos que eram levados por navegadores chineses e por onde passaram deixava um exemplar.
No começo dos anos 1800 não demorou para que aparecem os primeiros exemplares. Atualmente existe várias associações e clubes mesmo que no Brasil não seja muito comum. Eles são muito rápidos nas provas de agility por serem muito agéis, veloses e atléticos.
Quanto a sua pelagem pode se dizer que existe dois tipos: o hairless de corpo pelado com pelos somente nas patas e cauda. E o powderpuff totalmente peludos.
Um particularieda é que este cães eram utilizados como "bolsa termica" para fins terápeuticos (cólicas, artrose e artrites) devido ser seu corpo 1C mais alta que os cães de pelo.
Este cão de visual tão bonito não foi esquecido por Hollywood fazendo ele aparecer nos filmes: 102 Dálmatas, Como perder um homem em 10 dias e no "Feito cães e gatos" e também no "No pique de Nova Iorque. Eu naõ queria me tornar repetitiva mas eu queria ter um cãozinho deste. Bibliografia: revista pequenos cães fev e março de 2011.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Bulldog: "feio", mas gentil




Vivo, travesso, corajoso, temperamento equilibrado, digno de confiança. Apesar de seu aspecto feio – sem qualquer demérito –, os bulldog são naturalmente afetuosos, calmos e, um detalhe, fazem pouco barulhento. Excelente companheiro para crianças – por isso, repito, a sua cara feia pode até espantar, mas ele é um pet super dócil. Além disso, é muito afeiçoado aos donos. Acredito, inclusive, que William Hanna e Joseph Barbera, os criadores do desenho ‘Tom & Jerry’ devem ter pensado nisso. Lembrem-se, o amigo do rato Jerry é um dullgod, sempre tranqüilo, dorminhoco e um excelente companheiro nas horas de sufoco, nas fugas do gato Tom.

Este cão é originário da Grã-Bretanha e deve ser descendente dos molossos (cães fortes, oriundos da Molóssia, atual Grécia Ocidental). Foi introduzido na Inglaterra pelos navegadores fenícios. Como o nome indica (bull, em inglês, significa touro), foi criado para combater, evidente, os touros. Também eram organizados ringues de luta entre esses cães – que, convenhamos, ainda bem, foi tornada ilegal e abolida.

Em 1875, o primeiro padrão dos bulldog foi publicado. Atualmente, ele é um cão de companhia. Pode pesar de 22 a 25 quilos e medir de 30 a 40 centímetros. Eu tive contato com dois buldogues em um ano e meio trabalhando em pet shop e, particularmente, acho que são divertidíssimos e super bagunceiros, o que diferencia um pouco do padrão da raça.

É preciso ter cuidado com esse cão, especialmente com escovação diária e higienização das dobras das faces para evitar irritação e mau cheiro. Ele adora passear, como todos os cães, mas não suporta calor intenso.
Enfim, eles são lindos e, como diria um amigo, “muito sangue ‘bão’”.

A foto sucesso do meu facebook




Wash Terrier lindo que vai no meu banho e tosa.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O bem que o animal pode trazer

Quem tem um animal sabe do bem-estar que ele proporciona. Momentos de descontração, carinho e passeio colaboram a ambos. O amor incondicional do cão cativa facilmente, nos ajudando a superar a solidão e outros problemas. Esses cães, além de darem menos trabalho que pessoas, são muito compreensivos. É fácil ver pessoas com seus amados cães relatar que ele é muito importante na sua vida, por ser verdadeiro companheiro, sempre presente nos momentos importantes – bons e ruins – da vida.

Mas não pense que esses bons fluídos são vistos apenas por nós, “gente boba”, como, às vezes, somos chamados. A ciência também explica. Estudos comprovam que ter um animal de estimação é uma forma de combater o estresse e controlar a pressão arterial. Conforme o veterinário Paulo Fernando de Deslandes, especializado em psicologia canina, “os benefícios aos seres humanos relacionados à satisfação emocional, medida pela oxitocina (hormônio ligado ao ato de cuidar de uma criança) também aparecem nos casos de quem cuida de animais de estimação”. Pessoas solitárias e com pouco contato social estão sempre mais propensas à depressão.

Para as crianças, crescer com um animalzinho faz com que desenvolva o senso de responsabilidade e percepção do outro, e, ainda, o senso emocional é facilitado. Para os idosos, eles auxiliam na reconstrução de importantes parcerias que já foram rompidas com a família, esposas e maridos falecidos, ou filhos que saíram de casa ocupando importante lugar de amizade e apoio para estas pessoas.

Ter um animal é um deleite. Suas travessuras, sujeiras e gastos valem cada momento e centavo. Mas é sempre bom lembrar que os animais não estão para satisfazer nosso mero prazer. Estamos unidos num círculo da vida com respeito e dignidade, aceitando o direito de todos os seres.